quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A flor solitária


Falei dela no post abaixo e achei que não fiz as devidas apresentações.

- Mãe como que chama essa flor ai no jardim? Essa ai que da pra varanda, pro meu quarto e pro quarto de Bruna?
- Não sei, é uma que parecesse uma palmeirinha e ...
- É essa mesma, só tem ela lá, de onde ela vem?
- Quem me deu foi, foi ...

Ta bom ela não sabe, nem eu. Mas eu acho que foi um desses pássaros que vêm aqui toda tarde. Devem vir de manhã também, mas eu estou dormindo, então não importa. São pássaros feios, grandes e gordos. Eu fecho as janelas porque tenho medo deles. Já o beija-flor eu corro pra ver, abro a janela e ele foge. Uma vez montei uma tática, deixei aberta uma janelinha do banheiro, assim quando ele chegasse eu poderia observá-lo mais de perto, sem fazer movimentos bruscos. Ele chegou, e eu fui devagarzinho até o banheiro e tive a brilhante idéia de levar a câmera, ia ser uma bela foto, mas convenhamos que com uma câmera de 3.0 megapixels eu teria que fazer um verdadeiro milagre. Enfim a foto não saiu, mas o beija-flor está sempre por aqui.

Mas a flor então foi obra de um daqueles pássaros feios e assustadores, logo ela tão bonita, vai ver eles nem são tão maus assim. Ela é amarela, com sutis traços vermelho..ahh amarelo gosto tanto, mas evito usar porque eu acabo fico com a aparência pálida e as pessoas sempre perguntam se eu estou doente. Sempre as pessoas sendo indelicadas, mas isso é assunto para outro post que essa salada de frutas já está bastante sortida, que nem aqueles biscoitos naquelas caixas de metal, era tão bom. E lá vou eu pela tangente denovo, foi mal vovó a culpa é sua que gostava de fazer mistério com aquela caixa que as vezes ao invés de biscoitos tinha linha, agulha e botões, logo depois que eu tinha tanto trabalho para escalar os móveis da cozinha - a frustração. Pois bem, a flor solitária não me parece triste, todo dia ela sorrir ao ver o sol. Não é que nem eu, definitivamente, todo dia eu mando o sol tomar, quer dizer, mando ele voltar outra hora.

Na verdade minha mãe lembrou, só que quando veio me dizer foi a vez de esquecer meu nome, me chamou pelo nome de todas as irmãs dela que não são poucas, depois chamou o nome das minhas irmãs, e no final eu falei Cláudia mãe, é Cláudia. Antes eu falava logo que eu percebia que ela não ia adivinhar, mas hoje eu me divirto com isso, eu fico olhando a cara dela de desespero ao dizer todos aqueles nomes juntos me olhando e sabendo que não faz sentido. Enfim, foi uma amiga do trabalho que deu a ela a flor e eu descobri que só aqui, na minha janela, ela é solitária, porque tem um monte delas na casa dessa amiga da mãe.

Um comentário:

Manuca de Paula disse...

meu avô me chama de Andréa, nome da minha mãe.

e às vezes Flávia, nome da irmã da minha mãe, logo, a minha tia.

e vou abrir uma gaiola cheia de pardal no teu quarto, hehehe